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Samuzinho

Menino de sete anos salva primo que se engasgou com espinha de peixe

Walter Neto faz parte do Projeto Samuzinho de Teresina

05/06/2019 10h52
Por: Redação
Fonte: portalaz.com.br
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Aluno do projeto Samuzinho e o primo de três anos (Foto: divulgação/FMS)
Aluno do projeto Samuzinho e o primo de três anos (Foto: divulgação/FMS)

Uma criança de sete anos de idade salvou o primo de três anos no bairro Santo Antônio, zona Sul de Teresina. Walter Neto é aluno do projeto Samuzinho, iniciativa do SAMU de Teresina que prepara crianças para situações de urgência e emergência. O menino aplicou as técnicas que aprendeu no projeto e salvou o primo que se engasgou com uma espinha de peixe. 

Segundo Ana Gabriela, mãe do samuzinho Walter Neto, os adultos que estavam próximos tentaram desengasgar a criança, mas sem êxito. “O meu filho teve a iniciativa de fazer o procedimento, do mesmo jeito que ensinaram no SAMU. Fiquei muito feliz, porque realmente ele aprendeu e teve a atitude de ajudar”.

A coordenadora do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do SAMU de Teresina, Laurimary Caminha, conta que ao receber a notícia, ficou bastante emocionada. “A gente realiza os treinamentos para que os pequenos possam orientar os adultos em uma situação de urgência e emergência. O cronograma de aulas é bem abrangente, abordando técnicas que ajudam a agir de forma correta e eficaz”, comemora.

O SAMU é um programa do Governo Federal, administrado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e que presta atendimento em casos de urgência clínica, traumática, obstétrica e psiquiátrica. Atualmente são 11 ambulâncias, que ficam estrategicamente distribuídas na cidade, sendo oito de suporte básico e três de suporte avançado, além de quatro motolâncias, que são motos pilotadas por técnicos de enfermagem.

Cerca de cinquenta crianças de 7 a 12 anos fazem parte do projeto Samuzinho e estão aprendendo sobre primeiros socorros, podendo atuar como multiplicadoras de informação. De acordo com a diretora geral do SAMU de Teresina, Francina Amorim, o projeto interfere positivamente na comunidade, levando informações que podem salvar vidas.

“As aulas acontecem quinzenalmente, onde ensinamos técnicas de primeiros socorros e como agir em situações de parada cardíaca, engasgo e choque. As crianças ainda tem a oportunidade de aprender sobre o funcionamento e trabalho dos órgãos”, comenta

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