Terra Querida
SEM TERRAS

MP denuncia 6 policiais militares pela morte de 2 integrantes do MST, em Quedas do Iguaçu

Eles também foram denunciados pela tentativa de homicídio de outras seis pessoas; caso foi em abril de 2016.

30/09/2019 02h54
Por: Redação
Fonte: Globonews
74

Seis policiais militares foram denunciados no sábado (28) pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio qualificado e tentativa de homicídio de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), em Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná. O crime foi em abril de 2016.

Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas em um suposto confronto entre integrantes do MST e policiais militares ambientais em uma propriedade invadida.

Policiais militares denunciados pelo MP-PR:

1º tenente Aníbal Pires do Amaral Neto;

soldado Graciano José dos Santos Junior;

soldado Carlos Roberto Volpato Junior;

soldado Otávio Duarte Junior;

soldado Luiz Gustavo Landmann;

soldado Juliano Marcelo da Silva.

O G1 tenta contato com as defesas dos citados.

Conforme a denúncia, assinada pelo promotor Osvaldo Luiz Simioni, os policiais assumiram o risco de matar ao usarem "imoderadamente os armamentos que possuíam e sem conceder a menor chance de defesa para seus alvos".

A denúncia aponta que foram feitos 153 disparos em uma caminhonete onde estavam os integrantes do MST.

A qualificadora para o crime de homicídio, conforme a denúncia, está embasada no inciso que trata de homicídio cometido "à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido".

O promotor pediu à Justiça que os acusados sejam julgados em júri popular e que seja fixado na sentença o valor mínimo para a reparação de danos das vítimas e famílias.

RELEMBRE O CASO

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), os policiais ambientais estavam com uma equipe da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) em uma área chamada Fazendinha verificando um foco de incêndio.

Ao deslocar para o local, os policiais foram interceptados por mais de 20 integrantes do MST que reagiram com disparos de arma de fogo, ainda conforme a Sesp.

"Os policiais se deslocaram até a área onde foi registrado o incêndio, pois houve um crime ambiental, e chegando lá [na área] a Polícia Ambiental e a Rotam foram recebidas em um bloqueio feito pelo MST, onde vieram elementos do movimento e começaram a efetuar disparos contra a equipe.

De imediato, a equipe se protegeu", detalhou à época o comandante do 5° Comando Regional de Cascavel, tenente-coronel Washington Lee Abe.

Porém, de acordo com o movimento, a polícia não foi até o local para conter um incêndio e que o ocorrido foi uma emboscada. Segundo a MST, duas equipes da PM acompanhadas de seguranças da empresa Araupel atacaram o acampamento Dom Tomás Balduíno.

De acordo com a PM, uma espingarda e uma pistola foram apreendidas com os sem-terra.

Fiscais responsáveis por combater desmatamento estão marcados para morrer

Na Amazônia, operação da polícia prendeu dois líderes de um grupo acusado de invadir terras públicas e ameaçar quem está ali para defender a floresta.

Eles estão marcados para morrer porque fazem cumprir a lei e defendem a floresta. Os repórteres Marcelo Canellas, Alan Ferreira e Marcos Silva foram à Amazônia acompanhar o trabalho de agentes do Ibama e do ICMBio que já escaparam de atentados.

Os ataques e ameaças já estão sendo investigados. A Polícia Federal e o Exército sobrevoaram a área invadida. O Fantástico acompanhou a operação da polícia que prendeu os dois líderes de um grupo acusado de invadir terras públicas e ameaçar quem está ali para defender a floresta.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.