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ABUSO DE AUTORIDADE

O porteiro é desqualificado e será investigado por crime contra Segurança Nacional.

Precisa se ouvir o porteiro ou pelo menos revelar quem é

02/11/2019 03h08
Por: Redação
Fonte: 100noticias.com.br
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O procurador-Geral da República, Augusto Aras, pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue o porteiro do condomínio do Presidente da República, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, por suposto crime contra a segurança Nacional.

Em ofício encaminhado à Procuradoria, nesta quarta-feira (30), Aras menciona o possível enquadramento no crime de caluniar ou difamar o Presidente da República,“imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação”. 

O DELITO PODE GERAR PENAS DE 1 A 4 ANOS DE RECLUSÃO.

Nesta quarta, o Ministério Público do Rio disse que o porteiro deu uma informação falsa em depoimento, ao relatar que, no dia do assassinato da Vereadora Marielle Franco, do PSOL, Élcio Queiroz, um dos acusados, foi autorizado por “seu Jair” a entrar no condomínio onde mora o Presidente, para encontrar-se com outro acusado, Ronnie Lessa.

Na reportagem que Veja fez sobre o caso Marielle, faltou o básico: ouvir o porteiro. Ou pelo menos revelar quem é. Não seria tão difícil. Bastava um repórter ir à portaria ou tentar conversar com pessoas que trabalham lá.

MORADORES TAMBÉM PODERIAM AJUDAR

Mas a pergunta que continua sem resposta é: Por que o porteiro registrou na portaria que Élcio de Queiroz entrou no domínio para ir à casa 58, de Bolsonaro?

Imaginar que era uma armação não faz sentido: o registro foi feito no dia do crime, 14 de março do ano passado, sem que o porteiro, em princípio, soubesse que haveria um assassinato naquele dia.

O porteiro continua um personagem sem rosto e sem nome, mas, a julgar pela Veja, um grande vilão.

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