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O poder viciante dos Smartphones

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16/06/2020 00h10 Atualizada há 4 meses
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Por: Redação Fonte: 100noticias.com.br
O poder viciante dos Smartphones

Com o avanço da tecnologia e o advento dos smartphones, o aparelho apresenta diversas facilidades muito além da câmera fotográfica e filmadora de alta resolução, como ampla acessibilidade a e-mails e redes sociais, pesquisas on-line, visualização de filmes e programas de TV, músicas, realização de transações financeiras e diversas outras possibilidades.

Apesar de todas estas vantagens, algumas pessoas podem apresentar um padrão de uso problemático.

Antes da popularização do celular, outras dependências comportamentais haviam sido descritas tais como: alimentar, exercícios, compra, trabalho (workaholics), jogo, internet e sexo. Mais recentemente, o termo nomofobia (uma abreviação, do inglês, para no-mobile-phone phobia) foi criado no Reino Unido para descrever o pavor de estar sem o telefone celular disponível.

Na realidade, este neologismo atualmente tem sido muito utilizado para descrever a dependência do telefone móvel.

Neste sentido, o ponto que mais chama a atenção aqui é que cada vez mais cedo inicia-se o uso do celular, com milhões de crianças (várias com cerca de dois ou três anos de idade) e adolescentes com acesso livre, total e irrestrito. Sabe-se que o quanto antes ocorre uma dependência, piores são suas consequências físicas e psicológicas em longo prazo.

Em termos comportamentais mais amplos, têm sido observado nestes jovens uma falta de habilidade nos relacionamentos interpessoais, com dificuldades no estabelecimento de vínculos de amizade e/ou afetivos plenos e duradouros.

Em nível neurobiológico, sabemos que existe um “sistema de recompensa cerebral” (SRC) que tem como função estimular comportamentos que colaboram com a manutenção da vida (como sexo, alimentação e proteção). Quando o SRC é ativado, com a liberação do neurotransmissor dopamina, isto proporciona imediatas sensações de prazer e satisfação. Tal qual para as drogas de abuso, as dependências comportamentais (incluindo a nomofobia), são capazes de levar a uma hiperatividade do constante SRC, podendo causar alteração no funcionamento cerebral.

Entretanto, as consequências de longo prazo do funcionamento alterado pelo excesso do uso do celular ainda são incertas.

Além disso, as pessoas que apresentam uso abusivo do celular têm maior chance de desenvolver transtornos psiquiátricos como ansiedade, agressividade, depressão e sintomas de impulsividade, embora a relação de causa-efeito nem sempre seja fácil de ser estabelecida.

Além desses transtornos, problemas de ordem física frequentemente ocorrem, incluindo fadiga, patologia ocular, dores musculares, tendinites, cefaleia, distúrbios do sono e sedentarismo e ainda, é evidente a maior propensão em se envolver em um acidente automobilístico e de sofrerem quedas ao andar.

Um caso emblemático é o dessa adolescente do vídeo, que aos 12 anos, teve um surto dentro de um avião, demonstrando uma dependência desmedida, comparada a uma crise de abstinência semelhante à de uma usuária de drogas ilícitas altamente viciantes, como o crack.

As famílias precisam impor limites aos filhos, adiando ao máximo  o acesso ao celular, determinando o tempo de uso e orientando sobre todos os possíveis riscos para a saúde mental e física delas.

Como educadora, entendo ser necessário a proibição do uso do celular em sala de aula, para que não venha prejudicar o processo de ensino e aprendizagem, mas o celular pode ser uma ferramenta com fim tecnológico, especialmente para trabalhos que necessitem de pesquisas.

Para a escola, não basta apenas proibir o uso mas criar um ambiente propício em que pais sejam orientados pelos professores a observarem o comportamento dos filhos no tempo de uso, esclarecer a importância de impor limites, de incentivar brincadeiras ao ar livre onde a criança possa gastar energia e preferencialmente em companhia de outras crianças para que haja interação e não apenas conversa virtual.

Importante também incentivá-los a não usarem o celular durante as refeições e desligarem o aparelho meia hora antes de ir para a cama, para não interferir na qualidade do sono.

Qualquer percepção por parte do professor em relação à demonstração de ansiedade de algum aluno, pela ausência do celular, deverá ser reportado à família para que a criança seja melhor acompanhada.

A melhor forma de evitar a dependência da criança ao celular, ainda é a prevenção.

Hélvia Paranaguá

Professora da Secretaria de Educação do DF.

*Algumas informações foram extraídas de trabalhos científicos.

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