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Piauí PANDEMIA NO BRASIL

Sem isolamento, Piauí pode ficar sem remédios e leitos de UTI para vítimas da Covid-19

Situação preocupa as autoridades da saúde e pode levar o Governo do Estado a decretar lockdown

21/06/2020 21h55 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação Fonte: Luiz Brandão do portal Piauí Hoje.Com
Sem isolamento, Piauí pode ficar sem remédios e leitos de UTI para vítimas da Covid-19

Vai faltar remédios e leitos de UTI para vítimas da Covid-19 no Piauí caso os gestores municipais, a iniciativa privada e a sociedade como um todo não ajudarem o governo do estado no combate à pandemia do novo coronavírus, adotando iniciativas como o isolamento e distanciamento social ou até mesmo medidas mais radicais como lockdown.

Segundo levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) o estoque atual de pelo menos 22 medicamentos para pacientes com Covid-19 e outras doenças graves só é suficiente para suprir as necessidades dos hospitais estaduais por mais uma semana. Essa situação não ocorre por negligência da Sesapi, mas por falta desses remédios no mercado nacional e de outros países.

Esses medicamentos em escassez são para pacientes de Covid-19, notadamente aqueles que estão em UTI e precisam de entubação, como também pacientes com outras enfermidades graves e que necessitam do mesmo medicamento e procedimento médico. A lista dos remédios não é divulgada para evitar possível especulação é aumento de preços.

Sem titular, o Ministério da Saúde - MS, praticamente não age para resolver essa falta de remédios e outras pendências é obrigações da pasta. É como se o Brasil não tivesse um ministério para cuidar da saúde em plena pandemia mundial de um novo vírus.

Por isso, os governadores do Nordeste resolveram esquecer o MS é partiram para compra dos medicamentos até no exterior.  O governador do Piauí, Welington Dias, é um deles. Ele já fez contato com fornecedor de Minas Gerais e instituições internacionais para adquirir os farmácos.

Wellington Dias explica que o caso da falta de medicamentos não será um problema apenas do Piauí nem só para o Brasil. "Na semana passada já faltou esses remédios no Rio Grande do Norte. Outros países também já sinalizam esse problema, que deve aumentar caso se confirme o crescimento dos número da covid na China, o que já vêm ocorrendo", diz o governador.

Em relação à falta de leitos de UTI, o governador diz que todos os estados brasileiros estão com dificuldades de adquerir equipamentos. O Piauí, por exemplo, não conseguiu obter o total respiradores que quer e precisa. A Prefeitura de Teresina, onde está o epicentro da Covid-19 no estado, havia prometido 160 leitos de UTI, mas só consegui entregar 15.

Para membros dos comitês que tratam do enfrentamento ao novo coronavírus no Piauí, aumento do número de casos de Covid-19, somados ao riscos de falta de remédios e de leitos de UTI nos hospitais do estado são hoje as principais preocupações do governo. Isso poderá dificultar a autorização para a retomada de algumas atividades econômicas no estado.

Neste domingo (21), o governador Wellington Dias se reuniu, por videoconferência, com os técnicos do Comitê Pro Piauí e externou esssa preocupações. com destaque para os riscos da falta de remédios e da falta da UTIs, por causa do aumento de casos de Covid-19 no estado em razão da desobediência às medidadas para combater o avanço do novo coronavírus, como o isolamento social.

"Essa desobediência vem provocando aumento significativo dos casos de Covid-19 no estado e o consequente crescimento da demanda por leitos de UTI", diz o governador, que se reúne nesta segunda-feira (22) com o Comitê de Operações Emergenciais para definir os pontos de novos decretos que serão anunciados em entrevista coletiva para às 12 horas. 

Na reunião com o pessoal do Comitê Pro Piauí o governador também tratou da possibiliade da retomada de algumas atividades econômicas, mas elas só serão autorizadas mediante protocolos que indiquem as medidas a serem adotadas por cada setor para que o governo possa cobrar, fiscalizar e acompanhar o funcionamento para evitar a contaminação de clientes, empregados, seus familiares e outras pessoas.

Para Wellington Dias o ideal para conter o avanço da Covid-19 no Piauí é que se mantenha as barreiras sanitárias e epidemiológicas para evitar a "importação" do vírus; que se faça a testagem no maior número de pessoas para que ocorra o isolamento preventivo e a transmissão e que se faça a busca ativa para separar infectado de não infetados e providenciar o tratamento precoce da doença. 

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Atualizado às 21h00 - Fonte: Climatempo
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