Sexta, 18 de Setembro de 2020
(89)981305731
Polícia Federal COVID-19

Servidora da FMS é sócia de empresa investigada pela PF por superfaturar verba da Covid

.

02/09/2020 15h48 Atualizada há 2 semanas
72
Por: Redação Fonte: 100noticias.com.br
Servidora da FMS é sócia de empresa investigada pela PF por superfaturar verba da Covid

A Polícia Federal e Controladoria Geral da União, em coletiva na manhã desta quarta-feira (2), apresentaram detalhes da Operação Caligo, que investiga indícios de superfaturamento em compras realizadas pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) durante o período da pandemia da Covid-19. 

O superintendente da Controladoria Geral da União (CGU), Glauco Soares, informou que uma servidora da FMS é sócia de uma das empresas investigadas por superfaturamento. A empresa da servidora é suspeita de fraudar a cotação apresentada na formalização dos contratos. De acordo com a PF, a cotação apresentada era de produtos diferentes do que os entregues à Fundação Municipal de Saúde

"Identificamos que além da empresa pertencer a uma sócia que tem vínculo empregatício com a Fundação Municipal de Saúde, houve um superfaturamento. Apresentaram a cotação de um produto diferente do que o que foi adquirido pela Fundação", detalhou Glauco Soares. 

A Polícia Federal não informou a participação de outros funcionários ou gestores públicos no esquema de superfaturamento investigado na operação de hoje. "Ao longo da investigação, caso venhamos a constatar que houve favorecimento, conivência ou omissão com relação à entrega e recebimento desses materiais, certamente as condutas dos responsáveis serão passíveis de criminalização, mas nesse momento ainda não temos elementos", explicou a delegada Milena Caland, responsável pela investigação.

Os inquéritos que resultaram na operação foram deflagrados no último mês de julho, com objetivo de analisar contratos firmados pela Fundação Municipal de Saúde desde o mês de março, início da pandemia da Covid-19. Os contratos foram firmados com dispensa de licitação e utilizavam recursos federais que haviam sido destinados para o combate à pandemia. 

De acordo com a delegada Milena Caland, a estimativa é de lucro bruto obtido com o superfaturamento na compra de testes rápidos, máscaras e outros insumos,  seja de aproximadamente R$ 4,5 milhões. 

Em alguns casos, de acordo com a investigação, o superfaturamento chegou a 419%, nos contratos firmados entre a FMS e as empresas investigadas. 

Compras de equipamentos investigados pela PF:

Testes rápidos - 2 mil
Álcool em Gel - 60 mil
Álcool líquido - 40 mil
Máscaras - 40 mil

A servidora da Fundação Municipal de Saúde (FMS), sócia de uma das empresas investigadas pela Polícia Federal na operação Caligo, é uma cirurgiã-dentista, concursada e efetiva da Prefeitura de Teresina.

Desde 2018, Annelis Sobral da Costa Batista Sampaio é sócia da empresa Fermaq, que trabalha com o comércio de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde. 

A servidora prestou depoimento à Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (02), acompanhada por seu advogado, Marcelo Pio, que afirmou ao Cidadeverde.com que sua cliente prestou todos os esclarecimentos e negou participação no suposto esquema de superfaturamento. 

Ainda de acordo com o advogado, a empresa apresentará todas as documentações necessárias.

-
Atualizado às 21h00 - Fonte: Climatempo
°

Mín. ° Máx. °

° Sensação
km/h Vento
% Umidade do ar
% (mm) Chance de chuva
Amanhã (19/09)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. ° Máx. °

Domingo (20/09)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. ° Máx. °

Ele1 - Criar site de notícias