Quinta, 22 de Abril de 2021
Geral Geral

Governadores cobram controle mais forte do governo federal sobre estoque de medicamentos para pacientes com Covid 19.

Monitoramento do abastecimento de medicamentos integrantes do chamado “kit intubação” já observou que já há a falta desses insumos em alguns municípios.

19/03/2021 15h53 Atualizada há 1 mês
33
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O Fórum Nacional de Governadores encaminhou, nessa quinta -feira (17), ofícios destinados ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro da Saúde, Ricardo Pazuello, solicitando que haja um controle mais forte sobre o estoque de medicamentos para o tratamento de pacientes com Covid 19.

De acordo com o governador do Piauí e coordenador do tema vacinas do Fórum de Governadores,  Wellington Dias, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) acompanha junto às secretarias estaduais de Saúde e apoia o Ministério da Saúde no tocante ao monitoramento do abastecimento de medicamentos integrantes do chamado “kit intubação”, e já observou que já há a falta desses insumos em alguns municípios.

“Muitos desses municípios tem um estoque para de 0 a 20 dias. Há necessidade de analgésicos e bloqueadores neuromusculares, sedativos. Dezoito estados já sinalizaram a dificuldade com a escassez de bloqueadores neuromusculares. São medicamentos essenciais para o atendimento de quem está sendo tratado em UTIs, leitos clínicos, e por essa razão queremos que se tenham mais que um monitoramento, se tenha medidas para a aquisição em âmbito nacional pelo Ministério da Saúde, para distribuição aos estados e municípios”, comentou Wellington.

O governador piauiense também destacou que, caso seja necessário, é preciso organizar a importação. “Para que a indústria brasileira também possa garantir as condições de atendimento emergencial. O objetivo é evitar um colapso no abastecimento de pelo menos 11 medicamentos , para que não haja um colapso dentro do colapso da rede hospitalar”, disse Dias.

O documento também mostra os atrasos e parcelamentos dos quantitativos a serem entregues por força de contratos já firmados pelas secretarias estaduais de Saúde, bem como a dificuldade de oferta desses medicamentos para aquisição direta pelos hospitais dos planos estaduais de contingência, o que demonstra grave problema de acesso a esses produtos. Os governadores pedem a coordenação pelo Ministério da Saúde, a exemplo do monitoramento da cadência de produção e vendas pelas indústrias nacionais, da publicação de nova ata de registro de preço nacional e das compras emergenciais por meio de requisições administrativas.

O fórum pede ainda a adequação/alteração da lei 10.742/2003 para que o Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed) autorize, também, a redução de preços de remédios, visando a diminuir as distorções nos valores dos medicamentos comercializados, tendo em vista a existência de tetos de preços que não mais refletem a realidade de mercado – diante da redução de preços que ocorre, ao longo do tempo, no mundo todo, devido à perda de patentes e ao consequente aumento da concorrência – e que, neste difícil momento, também permitem a cobrança de valores 75% superiores à cifra praticada em março de 2020, dentre outras solicitações.

Ele1 - Criar site de notícias