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Piauí Alfabetização

Estudantes piauienses terão monitoramento contínuo de alfabetização

O Programa de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos (Proaja) está executando a fase de credenciamento das entidades, organizações civis e sociais, […]

26/07/2021 às 14h32 Atualizada em 26/07/2021 às 14h35
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O Programa de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos (Proaja) está executando a fase de credenciamento das entidades, organizações civis e sociais, que irão atuar em parcerias na alfabetização. A ação tem o objetivo de alfabetizar 200 mil jovens e adultos do Piauí nos anos de 2021 e 2022.

Os estudantes aptos a participar do programa deverão ser credenciados pelas entidades alfabetizadoras junto à Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Para comprovação efetiva de necessidade de alfabetização, a Seduc irá realizar a triagem dos inscritos e o cruzamento com informações contidas nos bancos de dados em parceria com diversos órgãos.

Segundo a diretora de Unidade de Educação de Jovens e Adultos da Seduc, Conceição Andrade, todos os meios para comprovação que o estudante está apto a ser alfabetizado será realizado em parceria com o CadÚnico, Secretaria de Segurança, Censo Escolar, Departamento de Trânsito (Detran-PI), Sine, Agência Comunitária em Saúde da Sesapi, Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), entre outros. “Nesta plataforma, conseguimos parcerias com o censo escolar, CadÚnico e programas sociais para realizar o cruzamento de dados e renda, utilizando o filtro para realmente trabalhar com quem tem baixa renda e é analfabeto. Este cruzamento dará celeridade e seriedade ao processo inédito para que seja comprovado, de fato, quem necessita ser alfabetizado”, explica.

Testes de alfabetização dos alunos

Além do crivo do cruzamento de dados com os órgãos parceiros, os estudantes inscritos irão realizar a avaliação diagnóstica durante todo o processo de alfabetização, na inscrição, durante a alfabetização e ao final do processo. O primeiro teste de diagnóstico ocorrerá na entrada da pessoa inscrita, que consiste em uma triagem para determinar o nível de alfabetização em que a pessoa se encontra ou sobre a noção de escrita e leitura do possível aluno.

“Após a triagem e o início das aulas, os estudantes matriculados nas entidades participarão de uma avaliação intermediária para acompanhamento do nível de aprendizagem. No sexto mês será realizado um teste final para comprovar que o estudante aprendeu a ler e escrever e dar seguimento à matrícula nos próximos níveis da EJA”, descreve Conceição Andrade.

A triagem dos estudantes quanto ao nível de alfabetização será realizada pelos professores selecionados pelas entidades após treinamento específico para a modalidade de alfabetização. Após a fase de alfabetização, os alunos estarão aptos a dar continuidade aos estudos na modalidade da Educação de Jovens e Adultos e seguindo com a Profissionalização, Qualificação ou Certificação.

Bolsa-Auxílio

O alfabetizando terá direito a receber uma bolsa-auxílio no valor de 400 reais durante o processo de alfabetização. O valor poderá ser obtido após monitoramento da frequência escolar. Após 30 dias de matrícula, o estudante deve possuir 75% da frequência validada no sistema, que lhe dá o direito ao valor de R$ 100.

Com 90 dias, após a matrícula, e continuidade de 75% na frequência, o estudante receberá mais 100 reais. Após a certificação da alfabetização o estudante irá receber os 200 reais restantes, totalizando o valor final em 400 reais.

Credenciamento das entidades

As entidades deverão entrar com o processo de inscrição na plataforma do programa, seguir na etapa de apresentação do Plano Pedagógico (PPAlfa) que consiste no plano de aula de alfabetização, o plano de ensino, a metodologia a ser utilizada, os instrumentos, o material didático necessário e o período de alfabetização, seguindo a Matriz de Referência de Alfabetização com carga de 240 a 360 horas/aulas.

No momento está aberta a plataforma para iniciar o credenciamento das entidades, na qual estas apresentam as documentações comprobatórias de atuação e execução do programa, afirma Conceição Andrade.

“Temos uma comissão de avaliação, publicada em diário oficial, que analisará as entidades inscritas, se estão aptas ou não, para dar prosseguimento à próxima fase. Na etapa, as entidades irão inserir suas propostas com o Plano de Alfabetização, com o modelo pedagógico a ser adotado em cada ciclo de alfabetização, que também será analisado por uma Comissão. Na terceira fase serão divulgadas, em diário oficial, os resultados das entidades analisadas, detalhando as que estão aptas ou não, nos respectivos municípios que pretendem atuar e suas respectivas metas em cada município”, detalhou.

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